Nas receitas prescritas de indolências, reside o cabide fotogénico que descasca camadas de astúcias.
Os trapos transportam uma espécime de violino com cordas silenciosas de lingote.
A tábua de engomar fragmenta bocejos de conversas.
O edredão mitiga as vontades irreparáveis.
O zinco do ferro apunhala línguas de fogo.
As cortinas vertiginosas dançam o tango.
Os botões fecham os olhos apenas para estarem acordados no sonho de um pesadelo vadio.
A camisola xadrez emociona-se pela solidão de um dia vivido sem paixão.
A almofada ergue-se na lona apinhada de tónico.
O vestuário inestético redobra-se em colmeia transigente da majestade recriminada pela escoliose.