Tudo é silêncio, tudo é deserto, como se uma praga tivesse acabado de passar...!
Acordo os fantasmas...
As janelas suam através de todas as suas veias e artérias.
Os sonhos que não me visitam tossem e pulsam cá para fora como se fossem têmporas febris.
O veneno das insónias deveria ser geométrico e repartido...
Polvilho o meu cansaço com infusões lacrimejadas...
Mastigo a melancolia...
Crio um altar nos meus lençóis , ajoelho-me à minha sanidade e rezo para que uma úlcera de sono me faça fechar os olhos e esquecer que um dia eu sonhei ficar acordada...!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Droga de Corpo
Senti o meu corpo leve, como se estivesse flutuando nos vapores de uma droga...
Desprendi-me na minha própria refulgência e quis possuir a alma e o espírito de outrem!
Deixei todas as minhas facetas se reflectirem e dei alimento ao ser esfomeado...
Tentei desesperadamente enviar uma mensagem através do vazio, mas, ninguém entendeu as palavras encantatórias que provinham do meu livro embrionário!
Sufoquei-me com a beleza fantasmagórica da minha alma e embriagada fiquei pelos esplendores desvanecidos desta minha fantasmagórica viagem...
Não podia voltar...
Muito menos partir...
Fiquei revendo a procissão de imagens hipnóticas que passavam como sentinelas fantasma em posto, ao longo da fronteira ténue do sono...
Desprendi-me na minha própria refulgência e quis possuir a alma e o espírito de outrem!
Deixei todas as minhas facetas se reflectirem e dei alimento ao ser esfomeado...
Tentei desesperadamente enviar uma mensagem através do vazio, mas, ninguém entendeu as palavras encantatórias que provinham do meu livro embrionário!
Sufoquei-me com a beleza fantasmagórica da minha alma e embriagada fiquei pelos esplendores desvanecidos desta minha fantasmagórica viagem...
Não podia voltar...
Muito menos partir...
Fiquei revendo a procissão de imagens hipnóticas que passavam como sentinelas fantasma em posto, ao longo da fronteira ténue do sono...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Espécime
Afundada por uma maré de vontade remanescente, confessei-me silenciosamente!
Involuntariamente, abri os olhos e vi o tempo passando tal como o vapor se evapora.
Os meus olhos cristalizaram tal como os gerânios se esmagam.
As minhas palavras foram proferidas receosamente para ti, mas apenas as escutavas como se numa caixa acolchoada estivessem...
A minha beleza era apenas fantasmagórica e a minha alma sufocava...
Pausadamente, ausentei-me das excursões do meu desejo falso.
Deixei-me esmagar por um prisma de loucura que a mim não pertencia.
Supliquei o término.
Tipicamente fugiste...
Desde então nunca mais ouvi falar de ti...!
Involuntariamente, abri os olhos e vi o tempo passando tal como o vapor se evapora.
Os meus olhos cristalizaram tal como os gerânios se esmagam.
As minhas palavras foram proferidas receosamente para ti, mas apenas as escutavas como se numa caixa acolchoada estivessem...
A minha beleza era apenas fantasmagórica e a minha alma sufocava...
Pausadamente, ausentei-me das excursões do meu desejo falso.
Deixei-me esmagar por um prisma de loucura que a mim não pertencia.
Supliquei o término.
Tipicamente fugiste...
Desde então nunca mais ouvi falar de ti...!
sábado, 13 de agosto de 2011
Até Já
Abraçada ao puzzle do meu espírito, segurei na minha caixinha de aguarelas e soluçei diversas cores a Leste do meu umbigo.
Abri a caixinha, voei e sonhei...
Insisti no marron das minhas correntes solidárias.
Calçei as ondas e ardi contra a maré.
Dançei na minha palma da mão.
Rumei lágrimas aos soluços dos rochedos.
Bebi rancores e engasguei-me com ternuras ausentes.
Atirei o ódio até ao tambor do cardume.
Atenuei a minha repugnância perante o vazio mirabolante.
Mergulhei no suspiro e trepei a onda apaziguada.
Perdi-me na minha transpiração.
Recolhi-me em olhares encarnados de fome abstracta.
Fechei a caixinha...
Até já!
Abri a caixinha, voei e sonhei...
Insisti no marron das minhas correntes solidárias.
Calçei as ondas e ardi contra a maré.
Dançei na minha palma da mão.
Rumei lágrimas aos soluços dos rochedos.
Bebi rancores e engasguei-me com ternuras ausentes.
Atirei o ódio até ao tambor do cardume.
Atenuei a minha repugnância perante o vazio mirabolante.
Mergulhei no suspiro e trepei a onda apaziguada.
Perdi-me na minha transpiração.
Recolhi-me em olhares encarnados de fome abstracta.
Fechei a caixinha...
Até já!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Curiosidade
Espreitei pelo algodão de vidro, e com o irracional intuito de estabelecer novas polaridades, criei novas tensões.
Absurdamente, aquando julgava estar sendo irracional, gerei novas vitalidades que explodiram em todas as direcções.
Senti uma espécie de ebulição que julgava apenas acontecer a quem impulsivamente espera que tal aconteça.
Repentinamente, como que num ataque desenfreado, deixei-me sucumbir por uma avalanche de desafios teimosos.
Colidi no embaraço, na altura errada...!
Lascivamente, deixei-me domesticar pelo interlúdio sinalizado por um desmaio sem apetite.
Acordei dispersa, com um sentimento de aversão incurável à decepção.
Deixei-me afundar na pele...!
Em estado demente e enjaulado, deixei-me aprisionar pela orquestração das aparências!
Absurdamente, aquando julgava estar sendo irracional, gerei novas vitalidades que explodiram em todas as direcções.
Senti uma espécie de ebulição que julgava apenas acontecer a quem impulsivamente espera que tal aconteça.
Repentinamente, como que num ataque desenfreado, deixei-me sucumbir por uma avalanche de desafios teimosos.
Colidi no embaraço, na altura errada...!
Lascivamente, deixei-me domesticar pelo interlúdio sinalizado por um desmaio sem apetite.
Acordei dispersa, com um sentimento de aversão incurável à decepção.
Deixei-me afundar na pele...!
Em estado demente e enjaulado, deixei-me aprisionar pela orquestração das aparências!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Reinstalação
Cruzo-me com pessoas que arrastam-se como vegetais esticados!
Teimosamente, desprezo a maneira voluptuosa como alguns se prendem aos momentos vazios de preguiça.
Alguns estão embutidos por uma baixa voltagem de corrente vital.
Outros corpos vivos, dão cambalhotas á minha frente.
Não venero a consistência do cenário...
Vozes débeis, puxam pela persiana da minha mente.
Tapo os meus olhos com um algodão de vidro e fecundo-me com o vapor de álcool do meu atlas inspiracional.
Em algumas pessoas, eu sugo os seus abraços com a saliva que arde após ter sido cuspida na fogueira.
Após ter sido invadida por diversos comportamentos, tento uma vez mais, alcançar a cauda de reinstalação do meu antigo eu!
Teimosamente, desprezo a maneira voluptuosa como alguns se prendem aos momentos vazios de preguiça.
Alguns estão embutidos por uma baixa voltagem de corrente vital.
Outros corpos vivos, dão cambalhotas á minha frente.
Não venero a consistência do cenário...
Vozes débeis, puxam pela persiana da minha mente.
Tapo os meus olhos com um algodão de vidro e fecundo-me com o vapor de álcool do meu atlas inspiracional.
Em algumas pessoas, eu sugo os seus abraços com a saliva que arde após ter sido cuspida na fogueira.
Após ter sido invadida por diversos comportamentos, tento uma vez mais, alcançar a cauda de reinstalação do meu antigo eu!
domingo, 17 de julho de 2011
Luxo do Sofrimento
Secretamente, eu desejo conseguir ser capaz de desembaraçar-me de todas as outras vidas que sucumbiram no padrão da minha própria vida!
Há alturas em que eu acho que se eu morrer, alguém provavelmente galvanizará o meu corpo num simulacro de vida!
Alimento-me durante o relógio incerto, do prato de vida criativa!
Um fantasma sem nome, reapareceu de repente, avançou até mim com quadris flexíveis e como que numa troca táctil de emoções, partilhou o seu profundo suspiro nostálgico comigo!
Deixou que o meu cérebro vulcânico entrasse em erupção...
Sinto-me tacteando às cegas o fumo das suas palavras!
Sinto-me tentando segurar o fumo debaixo da água!
Sinto-me temperada pela sua textura, tempo e estado de espírito!
Modestamente...
Estou sofrendo para poder apreciar o luxo do sofrimento!
Há alturas em que eu acho que se eu morrer, alguém provavelmente galvanizará o meu corpo num simulacro de vida!
Alimento-me durante o relógio incerto, do prato de vida criativa!
Um fantasma sem nome, reapareceu de repente, avançou até mim com quadris flexíveis e como que numa troca táctil de emoções, partilhou o seu profundo suspiro nostálgico comigo!
Deixou que o meu cérebro vulcânico entrasse em erupção...
Sinto-me tacteando às cegas o fumo das suas palavras!
Sinto-me tentando segurar o fumo debaixo da água!
Sinto-me temperada pela sua textura, tempo e estado de espírito!
Modestamente...
Estou sofrendo para poder apreciar o luxo do sofrimento!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Divórcio
As ideias tiranizam-me e tornam-me vítima dos pensamentos de outrem.
A minha mente divide-se e fragmenta pedaços sob as pancadas de um martelo.
Temo pelo enferrujamento cerebral.
Em fases de despersonalização,o meu ego beligerante desprende-se.
Converto o colapso num estágio preliminar.
Divorcio-me dos meus momentos de carência!
A minha mente divide-se e fragmenta pedaços sob as pancadas de um martelo.
Temo pelo enferrujamento cerebral.
Em fases de despersonalização,o meu ego beligerante desprende-se.
Converto o colapso num estágio preliminar.
Divorcio-me dos meus momentos de carência!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Morte Ambulante
O ambiente estava convidativo a contextos desactualizados.
Entre conversas intimistas, a perservança fez-se sobressair pela roda de celebridades antiquadas.
Fez-se silêncio...
A sua entrada fulminou murmúrios desprezíveis e decadentes.
Absurdamente deu-se início à dança traidora e hipócrita dos presentes.
Procurando a intimidade ela desfez-se numa fatalidade inocente.
Balançou no inócuo pluralizado, mas em nada generalizado...
Bebericou a sua solidão e engoliu as suas lágrimas.
Escreveu o seu pensamento ambulante na porta que a fez entrar, procurando desta forma o vocabulário prazeroso.
Num ápice, vagueou para a janela e atirou-se para a minuciosidade dos que não lêem os pensamentos!
Entre conversas intimistas, a perservança fez-se sobressair pela roda de celebridades antiquadas.
Fez-se silêncio...
A sua entrada fulminou murmúrios desprezíveis e decadentes.
Absurdamente deu-se início à dança traidora e hipócrita dos presentes.
Procurando a intimidade ela desfez-se numa fatalidade inocente.
Balançou no inócuo pluralizado, mas em nada generalizado...
Bebericou a sua solidão e engoliu as suas lágrimas.
Escreveu o seu pensamento ambulante na porta que a fez entrar, procurando desta forma o vocabulário prazeroso.
Num ápice, vagueou para a janela e atirou-se para a minuciosidade dos que não lêem os pensamentos!
Acto Esfoliado
Num acto inconsciente, observei-te...
Esfoliei o teu rosto com o meu olhar.
Desci mais uns centímetros e invoquei-te à minha língua gesticulada pela fome carnal.
Sorriste...
Não cedeste...
O meu olfacto percorreu o teu olhar perfumado de prazer.
Simulaste uma desconcentração ávida.
Surpreendi-te com a minha infusão bucal.
Recuaste e consentiste...
Os teus medos petrificaram a minha ausência sensual.
Escrevi no fumo do teu cigarro as vogais do teu nome.
Tocaste na minha nuca.
Com o mútuo olhar brincamos à esfoliação do acto!
Esfoliei o teu rosto com o meu olhar.
Desci mais uns centímetros e invoquei-te à minha língua gesticulada pela fome carnal.
Sorriste...
Não cedeste...
O meu olfacto percorreu o teu olhar perfumado de prazer.
Simulaste uma desconcentração ávida.
Surpreendi-te com a minha infusão bucal.
Recuaste e consentiste...
Os teus medos petrificaram a minha ausência sensual.
Escrevi no fumo do teu cigarro as vogais do teu nome.
Tocaste na minha nuca.
Com o mútuo olhar brincamos à esfoliação do acto!
Follow Me
Deparo-me com insultos majestosos à minha frontalidade.
Rio-me com as observações emitidas cada vez que me aproximo.
Gorgolejo as impressões vinculadas à minha personalidade.
Vivencio as palavras comidas pelos oculares.
Os seus comentários, adjudicam a minha auto estima.
Potencializo a poupança da minha credibilidade.
Lidero a incompetência desmedida das consultas pessoais.
Arbitro as faltas promocionadas das anti conclusões.
Recomendo que não sigam os meus passos.
Recomendo que tropecem nos seus actos!
Rio-me com as observações emitidas cada vez que me aproximo.
Gorgolejo as impressões vinculadas à minha personalidade.
Vivencio as palavras comidas pelos oculares.
Os seus comentários, adjudicam a minha auto estima.
Potencializo a poupança da minha credibilidade.
Lidero a incompetência desmedida das consultas pessoais.
Arbitro as faltas promocionadas das anti conclusões.
Recomendo que não sigam os meus passos.
Recomendo que tropecem nos seus actos!
terça-feira, 21 de junho de 2011
Incompatibilidade
Perante os dias que diversificam meses, a minha rotina é intensificada pelos albuns humedecidos de odor bolorento.
As folhas nuas fotografam os meus sigilos.
A criatividade de cada imagem minha, aguarda pelo retoque da incompatibilidade.
E os anos passam...
E o livro grita desesperadamente por colo.
A capa dura esconde as minhas lágrimas.
Pela calada do momento, as minhas páginas passeiam de mão dada com as minhas letras incompreendidas.
Também o desespero passeia as fotografias lavadas.
Sinto-me como um livro habituado a que se esqueçam de lhe limpar o pó...!
As folhas nuas fotografam os meus sigilos.
A criatividade de cada imagem minha, aguarda pelo retoque da incompatibilidade.
E os anos passam...
E o livro grita desesperadamente por colo.
A capa dura esconde as minhas lágrimas.
Pela calada do momento, as minhas páginas passeiam de mão dada com as minhas letras incompreendidas.
Também o desespero passeia as fotografias lavadas.
Sinto-me como um livro habituado a que se esqueçam de lhe limpar o pó...!
sábado, 11 de junho de 2011
Hipoacúsia
Os erros peregrinos farejam os encapuçados gastos pela errante gestual.
As legendas que são ilustradas pela mímica, apenas transmitem palavras ocas.
Incapazes de escutar os conteúdos ruidosos, apalpam a visão escutada.
O cinismo aplaude acidentes sazonais às conversas que pairam no superior lateral das faces.
Todos os sentidos seguem marcha, até ao segredo nunca desvendado pelos que são incapazes de escutar!
As legendas que são ilustradas pela mímica, apenas transmitem palavras ocas.
Incapazes de escutar os conteúdos ruidosos, apalpam a visão escutada.
O cinismo aplaude acidentes sazonais às conversas que pairam no superior lateral das faces.
Todos os sentidos seguem marcha, até ao segredo nunca desvendado pelos que são incapazes de escutar!
Hetero
As Múmias inflamadas pela nostalgia de viver, embatem na frontalidade de quem anseia por um minuto de vida orgásmica.
Os galhos cerebrais emitem ressonâncias em coma.
Os olhares desviados fundem-se com as velocidades colhidas pelo animal fecundado.
Os bocejares simplórios arrastam a intimidade nua.
As inspirações alastram-se pelos mosaicos prazerosos.
Os canos virgens entopem a masculinidade efémera.
O desejo caminha de mão dada com a imaculada múmia que nada procura a não ser a feminilidade!
Os galhos cerebrais emitem ressonâncias em coma.
Os olhares desviados fundem-se com as velocidades colhidas pelo animal fecundado.
Os bocejares simplórios arrastam a intimidade nua.
As inspirações alastram-se pelos mosaicos prazerosos.
Os canos virgens entopem a masculinidade efémera.
O desejo caminha de mão dada com a imaculada múmia que nada procura a não ser a feminilidade!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Sonho sem Sono
Em sonho sem sono, rodopio florestas que aguardam pela minha imersão.
Percorro muros sem flechas.
Voo com as tonalidades dos becos primaveris.
Saltito de charco em charco esverdeados de sede.
Escorrego no solo esfomeado pela lama.
Alcanço as pegadas dos carnívoros algemados pela liberdade.
Saboreio as gotas dos peixes.
Contemplo a versatilidade dos assobios pausados.
Esqueço-me que tenho de acordar!
Voo com as tonalidades dos becos primaveris.
Saltito de charco em charco esverdeados de sede.
Escorrego no solo esfomeado pela lama.
Alcanço as pegadas dos carnívoros algemados pela liberdade.
Saboreio as gotas dos peixes.
Contemplo a versatilidade dos assobios pausados.
Esqueço-me que tenho de acordar!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Sábios Vs Sabichões
Panos isolam os copos redondos, redimidos pela periodicidade dos andamentos esgotados.
Num momento em que as palavras são individualizadas sob os manifestos das mesas egocêntricas, o liberalismo das línguas não é intimidado pela distinta escrita organizada.
O nascimento das ideias é abortado pela versão dos mudos.
Os versos intimidados, concordam com a manifestação das prosas.
Labaredas gestuais, lançam segredos omnipotentes à escala inerente das facilidades promiscuas.
Sábios colocam os sabichões na gota dos goles oriundos de cada cálice individual!
Num momento em que as palavras são individualizadas sob os manifestos das mesas egocêntricas, o liberalismo das línguas não é intimidado pela distinta escrita organizada.
O nascimento das ideias é abortado pela versão dos mudos.
Os versos intimidados, concordam com a manifestação das prosas.
Labaredas gestuais, lançam segredos omnipotentes à escala inerente das facilidades promiscuas.
Sábios colocam os sabichões na gota dos goles oriundos de cada cálice individual!
Bacchus
Argumentos calados matam as sub consequências das idealizações personificadas.
Há quem insista no fascismo, mas os mestres que sacrificam as ideias, preferem morrer pelo satanismo.
Memórias divididas, discursam individualmente.
Os discursos memorizam os pensamentos relativos.
As concepções erram perante o distorcismo das colectividades.
Os discursos individuais, fulminam nos pés que se levantam sem movimento.
Com um término de isolamento entre espadas e ecos, as palavras sensoriais formam um aglomerado de sílabas insinuantes!
Há quem insista no fascismo, mas os mestres que sacrificam as ideias, preferem morrer pelo satanismo.
Memórias divididas, discursam individualmente.
Os discursos memorizam os pensamentos relativos.
As concepções erram perante o distorcismo das colectividades.
Os discursos individuais, fulminam nos pés que se levantam sem movimento.
Com um término de isolamento entre espadas e ecos, as palavras sensoriais formam um aglomerado de sílabas insinuantes!
Parapente
O parapente em dedal soletra os dedos que alianças escondem.
Oceanos desertos, rumam ao topo dos verdejantes paralisados.
Quadrilhas sem principios, provocam efeitos em espuma.
Fumos voam pelos gritos contornados pelas estátuas lentas, que se movem sem precisão.
Amostras genuínas varrem os ouvidos.
Quem protege as asas sem ave, liberta o amadurecimento das forças pinceladas pelo medo.
O parapente tomba no torneio descampado.
O apreciador regressa na noite em que o rotineiro abandonou o campo das alianças!
Oceanos desertos, rumam ao topo dos verdejantes paralisados.
Quadrilhas sem principios, provocam efeitos em espuma.
Fumos voam pelos gritos contornados pelas estátuas lentas, que se movem sem precisão.
Amostras genuínas varrem os ouvidos.
Quem protege as asas sem ave, liberta o amadurecimento das forças pinceladas pelo medo.
O parapente tomba no torneio descampado.
O apreciador regressa na noite em que o rotineiro abandonou o campo das alianças!
Tronos
Certas coroas dissimulam permanências sentadas.
As poses em escravidão, fazem soar toques de rainhas.
Desenhos desinibidos, ilustram os copos desenhados pela nudez dos sorrisos.
A perplexidade dos longínquos, fazem o almoço das beatas pendentes.
Afirmações deslocam assinaturas das sobrevivências falecidas.
O tocar de lábios rodopia os dedos em esperança.
Certidões ingénuas são inertes às grandes entoações.
E assim, as afirmações continuam em estado desnorteante sob o gozo dos explosivos fabricados pelos que movem ideias incertas!
As poses em escravidão, fazem soar toques de rainhas.
Desenhos desinibidos, ilustram os copos desenhados pela nudez dos sorrisos.
A perplexidade dos longínquos, fazem o almoço das beatas pendentes.
Afirmações deslocam assinaturas das sobrevivências falecidas.
O tocar de lábios rodopia os dedos em esperança.
Certidões ingénuas são inertes às grandes entoações.
E assim, as afirmações continuam em estado desnorteante sob o gozo dos explosivos fabricados pelos que movem ideias incertas!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Almas Contagiadas
Nos jazigos da felicidade habitam raízes nos pés.
Relógios com corda, descem até aos felizardos.
Com toda a veracidade, uma actuação a solo é escutada por todas as campas carimbadas pela ressaca de gargalhadas.
São injectadas agulhas que têem como medicação sonos narcóticos àqueles que sonham pela alvorada.
Uma solidão benigna e exausta é exposta no meio da neblina.
O velho e decrépito guardião do cemitério, palpita com as lágrimas sumarentas dos que ali visitam.
O Sol põe-se, e aromas rústicos pairam sob o refúgio das almas alegremente contagiadas que ali descansam!
Relógios com corda, descem até aos felizardos.
Com toda a veracidade, uma actuação a solo é escutada por todas as campas carimbadas pela ressaca de gargalhadas.
São injectadas agulhas que têem como medicação sonos narcóticos àqueles que sonham pela alvorada.
Uma solidão benigna e exausta é exposta no meio da neblina.
O velho e decrépito guardião do cemitério, palpita com as lágrimas sumarentas dos que ali visitam.
O Sol põe-se, e aromas rústicos pairam sob o refúgio das almas alegremente contagiadas que ali descansam!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Civilização...
Esta noite, o som da língua segurou-me pela mão e dançou comigo até à Lua...
Instalei-me no topo com uma catrafada de sons anómalos provenientes da civilização que me observava...
Escutei as multidões que assobiavam as suas longas palavras policromáticas, através de reacções estupefactas...
Senti o cheiro do vento na perfeição...
Mantive-me estática no colo da Lua...
Os meus dedos inquiridores cometeram adultério para com o Sol...
Músicas inebriantes dançaram a meus pés...
Numa fúria imperturbável, as notas musicais choraram no meu ventre...
Temendo o sofrimento das forças luminosas, desci...
Durante o percurso teci fábulas incríveis...
Sonhei com uma civilização...
Uma civilização a quem eu jamais venderia os meus olhos....!
Instalei-me no topo com uma catrafada de sons anómalos provenientes da civilização que me observava...
Escutei as multidões que assobiavam as suas longas palavras policromáticas, através de reacções estupefactas...
Senti o cheiro do vento na perfeição...
Mantive-me estática no colo da Lua...
Os meus dedos inquiridores cometeram adultério para com o Sol...
Músicas inebriantes dançaram a meus pés...
Numa fúria imperturbável, as notas musicais choraram no meu ventre...
Temendo o sofrimento das forças luminosas, desci...
Durante o percurso teci fábulas incríveis...
Sonhei com uma civilização...
Uma civilização a quem eu jamais venderia os meus olhos....!
sábado, 28 de maio de 2011
Promessas...
Saberes sem sabedoria esvaziam debates sem minúcia...
Sabem o que procuram perante a destreza dos que não sabem...
As loucuras são omitidas em sequência de voos libertários...
Muitas pedras são descalças em vitrinas ambulantes...
As perplexidades desencadeiam crescimentos em viveiros...
As vivências são meras directrizes de outras sequências nulas...
O seguimento é irreal, a a etapa é a maior realidade dos pormenores...
Saudades brigam e os presentes surgem em multidão desvanecedora...
A estranheza é relutante às promessas lá invocadas...!
Sabem o que procuram perante a destreza dos que não sabem...
As loucuras são omitidas em sequência de voos libertários...
Muitas pedras são descalças em vitrinas ambulantes...
As perplexidades desencadeiam crescimentos em viveiros...
As vivências são meras directrizes de outras sequências nulas...
O seguimento é irreal, a a etapa é a maior realidade dos pormenores...
Saudades brigam e os presentes surgem em multidão desvanecedora...
A estranheza é relutante às promessas lá invocadas...!
Riquezas...
Em plena noite, roubos à varanda avistam cabelos queimados pela essência dos estranhos...
Os que integram a honestidade, caem nos percalços das limpezas de espírito...
Nos óculos, descaem testamentos de imortais que por entre si falam...
Os bandidos escrevem sob mesas inauguradas, o despejo de migalhas recolhidas das efémeras doenças...
Mitigados pela espera irreconhecível, passeiam trelas de timidez...
Os pedidos são simplórios e fatigantes...
Desta forma, os roubos constatam fim à humildade...!
Os que integram a honestidade, caem nos percalços das limpezas de espírito...
Nos óculos, descaem testamentos de imortais que por entre si falam...
Os bandidos escrevem sob mesas inauguradas, o despejo de migalhas recolhidas das efémeras doenças...
Mitigados pela espera irreconhecível, passeiam trelas de timidez...
Os pedidos são simplórios e fatigantes...
Desta forma, os roubos constatam fim à humildade...!
Olhares Moribundos...
Sentada numa posição menos confortável, acendo um cigarro, mordisco um amendoim, aprecio vagarosamente o vinho e escuto as conversas que vão e vêm…
Do outro lado da rua, os pudores avistáveis são restritos, todavia as amantes partilham os seus devaneios sem porta…
As fugas de qualquer individuo presente, são incapacitadas pela humilde vontade de partilhar…
Observei os parapeitos de relance, estes ainda permanecem virgens…
O egoísmo vaguea pelas janelas entreabertas…
A prostituta choca perante a imunidade do pedinte que por cá passa…
Os presentes proclamam pelos fetiches em odores moribundos, e o preto entra em contra mão com o vermelho…
Orgasmos de cor encarnada sintonizam perfeita harmonia com o ballet da porta obscura…
Os meus olhos seguem os parasitas que abandonam as crianças nos ventres…
Posteriormente colos sem dono certo, passeiam pelas ruas…
Vou embora, vendo os ventos afastando as unhas rasuradas pela infelicidade de quem o prazer busca…!
Do outro lado da rua, os pudores avistáveis são restritos, todavia as amantes partilham os seus devaneios sem porta…
As fugas de qualquer individuo presente, são incapacitadas pela humilde vontade de partilhar…
Observei os parapeitos de relance, estes ainda permanecem virgens…
O egoísmo vaguea pelas janelas entreabertas…
A prostituta choca perante a imunidade do pedinte que por cá passa…
Os presentes proclamam pelos fetiches em odores moribundos, e o preto entra em contra mão com o vermelho…
Orgasmos de cor encarnada sintonizam perfeita harmonia com o ballet da porta obscura…
Os meus olhos seguem os parasitas que abandonam as crianças nos ventres…
Posteriormente colos sem dono certo, passeiam pelas ruas…
Vou embora, vendo os ventos afastando as unhas rasuradas pela infelicidade de quem o prazer busca…!
terça-feira, 24 de maio de 2011
Código...
Embriagada pela felicidade, tropeço pelas tuas ruelas...
Embato contra um coração minado de sensações...
Curvo na via das tuas artérias...
Controlo a alegria desalinhada...
Sinalizo as fantasias impetuosas...
Proíbo poluição de pejo...
Oriento margens invisíveis de sensações...
Desvio enfartes crónicos de silêncio...
Projecto sabores isolados à imaginação...
Sigo o horizonte da tua plenitude...!
Embato contra um coração minado de sensações...
Curvo na via das tuas artérias...
Controlo a alegria desalinhada...
Sinalizo as fantasias impetuosas...
Proíbo poluição de pejo...
Oriento margens invisíveis de sensações...
Desvio enfartes crónicos de silêncio...
Projecto sabores isolados à imaginação...
Sigo o horizonte da tua plenitude...!
Corpo Noctívago...
Embalo-me no silêncio e percorro a aventura...
Invento formas e cores...
Tapo os ouvidos, e mesmo assim, ouço as minhas fantasias caladas...
Nas minhas pegadas, caminham passos dispersos...
Deposito pingos de sono na almofada...
Sonho com o tédio...
Abraço-me à solidão...
A inércia aplaude-me...
Desapareço no corpo que se deita...!
Invento formas e cores...
Tapo os ouvidos, e mesmo assim, ouço as minhas fantasias caladas...
Nas minhas pegadas, caminham passos dispersos...
Deposito pingos de sono na almofada...
Sonho com o tédio...
Abraço-me à solidão...
A inércia aplaude-me...
Desapareço no corpo que se deita...!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Silêncio Mudo...
Em passos incertos, escolho um destino...
Vagueio à beira mar...
Faz muito frio...
Frio este, que contrasta com as lágrimas quentes que correm pelo meu rosto...
Sentada, com o coração inflamado, questiono-me...
Questiono o mar...
Em alturas foi o meu melhor amigo, mas recentemente fala-me de forma muda...
Não o entendo...
"Porquê sofrer tanto? Porquê eu?"
Nada consegui ouvir, a não ser uma resposta em silêncio mudo...
"Quando findará esta amargura, sufoco, tristeza?"
Silêncio mudo de novo...
Encolho-me toda...
O frio aliou-se ao meu maior inimigo...
Deito a cabeça sobre os meus joelhos, continuo chorando e atropelando a minha mente...
A solidão, tristeza e amargura sorriem furtivamente para mim...
Ali permaneço...
Durante horas vagueantes e elucidas...!
Vagueio à beira mar...
Faz muito frio...
Frio este, que contrasta com as lágrimas quentes que correm pelo meu rosto...
Sentada, com o coração inflamado, questiono-me...
Questiono o mar...
Em alturas foi o meu melhor amigo, mas recentemente fala-me de forma muda...
Não o entendo...
"Porquê sofrer tanto? Porquê eu?"
Nada consegui ouvir, a não ser uma resposta em silêncio mudo...
"Quando findará esta amargura, sufoco, tristeza?"
Silêncio mudo de novo...
Encolho-me toda...
O frio aliou-se ao meu maior inimigo...
Deito a cabeça sobre os meus joelhos, continuo chorando e atropelando a minha mente...
A solidão, tristeza e amargura sorriem furtivamente para mim...
Ali permaneço...
Durante horas vagueantes e elucidas...!
sábado, 21 de maio de 2011
Sacrário...
Encontros escondidos habitam no sacrário dos meus pensamentos...
Contorno rostos com sussurros tempestuosos de sarcasmo...
Desvendo palavras caladas...
Aconchego oásis de ténues diferenças...
Dispo Universos com faltas de carácter...
Contemplo corpos interditos...
Liberto voltas sem volta...
Revelo livros encerrados...
Tatuo mágoas...
Recolho olhares repugnantes...
Abraço silêncios...
E desta forma, recolho-me no meu olhar fixo de sacrário...!
Contorno rostos com sussurros tempestuosos de sarcasmo...
Desvendo palavras caladas...
Aconchego oásis de ténues diferenças...
Dispo Universos com faltas de carácter...
Contemplo corpos interditos...
Liberto voltas sem volta...
Revelo livros encerrados...
Tatuo mágoas...
Recolho olhares repugnantes...
Abraço silêncios...
E desta forma, recolho-me no meu olhar fixo de sacrário...!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Olhares Nus...
Dois olhares nus em total sintonia de desejo, sensibilidade, pensamento e vontade...
As córneas entrelaçam-se e as nossas mãos se aproximam, permitindo desta forma um olhar na profundeza dos lábios um do outro...
As almas tocam-se suavemente, numa promessa sem fim...
Os rostos encostam-se e sentem apenas a respiração um do outro...
Em tom baixo, os nossos suspiros vão desafiando as fantasias que sentimos invadir o nosso íntimo...
Fazemos amor com as palavras...
Estas descrevem cada gesto, cada encostar de lábios, cada toque, cada som emitido...
De olhos semicerrados, mãos entrelaçadas, contamos segredos de prazer...
O nosso corpo é invadido pelo desejo fremente de calor descomunal...
O olhar desliza e detém-se pelos corpos prazerosos...
Permanecemos atónitos...
Cantamos suspiros...
Erguemos os corpos...
Penetro no teu olhar e delicio-me no mesmo...
Elevo o meu desejo, e inicio uma dança em câmara lenta...
O desejo alonga-se...
Os olhares permanecem cruzados e fixos, buscando o auge...
Em gritos estonteantes, soltamos gargalhadas...
Tudo adormece...
E a alma desagrega-se pairando ligeiramente acima do nosso repouso...!
As córneas entrelaçam-se e as nossas mãos se aproximam, permitindo desta forma um olhar na profundeza dos lábios um do outro...
As almas tocam-se suavemente, numa promessa sem fim...
Os rostos encostam-se e sentem apenas a respiração um do outro...
Em tom baixo, os nossos suspiros vão desafiando as fantasias que sentimos invadir o nosso íntimo...
Fazemos amor com as palavras...
Estas descrevem cada gesto, cada encostar de lábios, cada toque, cada som emitido...
De olhos semicerrados, mãos entrelaçadas, contamos segredos de prazer...
O nosso corpo é invadido pelo desejo fremente de calor descomunal...
O olhar desliza e detém-se pelos corpos prazerosos...
Permanecemos atónitos...
Cantamos suspiros...
Erguemos os corpos...
Penetro no teu olhar e delicio-me no mesmo...
Elevo o meu desejo, e inicio uma dança em câmara lenta...
O desejo alonga-se...
Os olhares permanecem cruzados e fixos, buscando o auge...
Em gritos estonteantes, soltamos gargalhadas...
Tudo adormece...
E a alma desagrega-se pairando ligeiramente acima do nosso repouso...!
Horas de Espera...
Gritos alucinantes e efémeros, vasculham a sua caverna mental, sob o deslize de pensamentos vestidos de preto imaculado...
Percorrem os corredores à procura da porta da salvação...
Sucumbem palavras desgastadas e encontram-se prestes a enfrentar o destino como fatalidade irrisória...
Os seus passos agonizantes penetram sombras neuróticas em que a única palavra de salvação é ignorada...
Aprisionados pela socialité, preferem calar a ter que enfrentar o corredor da morte...
E assim permanecem...
Horas...
Sem alento...
Apenas com a esperança de que ao acordar sejam presenteados com um gole de conhaque irlandês, para que lhes sejam alimentadas as suas verdades ocultas pelo sangue viciado...!
Percorrem os corredores à procura da porta da salvação...
Sucumbem palavras desgastadas e encontram-se prestes a enfrentar o destino como fatalidade irrisória...
Os seus passos agonizantes penetram sombras neuróticas em que a única palavra de salvação é ignorada...
Aprisionados pela socialité, preferem calar a ter que enfrentar o corredor da morte...
E assim permanecem...
Horas...
Sem alento...
Apenas com a esperança de que ao acordar sejam presenteados com um gole de conhaque irlandês, para que lhes sejam alimentadas as suas verdades ocultas pelo sangue viciado...!
domingo, 15 de maio de 2011
Quotidiano...
Faz-se manhã...
O meu corpo acorda como um giz flutuando na corrente...
Embarco nas pernas da mente para um mergulho escorregadio de tarde...
Os que me rodeiam, soltam palavras que mais parecem se engasgar com os olhares cruzados...
Aguardo pelo desafinar da pauta ardente do Pôr do Sol...
Deito-me num tronco, e sonho com a tua paixão sem freio, tilintando no meu corpo noctívago...!
O meu corpo acorda como um giz flutuando na corrente...
Embarco nas pernas da mente para um mergulho escorregadio de tarde...
Os que me rodeiam, soltam palavras que mais parecem se engasgar com os olhares cruzados...
Aguardo pelo desafinar da pauta ardente do Pôr do Sol...
Deito-me num tronco, e sonho com a tua paixão sem freio, tilintando no meu corpo noctívago...!
DT...
Aniquilas-me com os teus dedos fumegantes como cavalos suados num campo de neve...
De uma vida de desespero silencioso, anestesiaste-me para uma vida com tornozelos que dançam como uma safira em pó...
Para trás ficaram sonhos abafados, desejos e pesares alheios ao corpo que não mais me serve...
Alcançaste-me para sempre...
Em vácuo, já nada é coca ou láudano...
Com o teu olhar tranquilizante, corre-me fogo pelas veias como se eu estivesse numa cerimónia ancestral em que apenas a tua boca é a única capaz de corrompê-la...
Soltaste-me as amarras e percorreste todos os meus centímetros de privacidade...
Mantém-me nas tuas passagens labirinticas...
Isola as amarras...
Prende-me...
Unifiquemo-nos...!
De uma vida de desespero silencioso, anestesiaste-me para uma vida com tornozelos que dançam como uma safira em pó...
Para trás ficaram sonhos abafados, desejos e pesares alheios ao corpo que não mais me serve...
Alcançaste-me para sempre...
Em vácuo, já nada é coca ou láudano...
Com o teu olhar tranquilizante, corre-me fogo pelas veias como se eu estivesse numa cerimónia ancestral em que apenas a tua boca é a única capaz de corrompê-la...
Soltaste-me as amarras e percorreste todos os meus centímetros de privacidade...
Mantém-me nas tuas passagens labirinticas...
Isola as amarras...
Prende-me...
Unifiquemo-nos...!
sábado, 14 de maio de 2011
Voemos...
Apenas o soalho ouve os meus passos vazios...
Caminho pela casa, como se procurasse a tua sombra em silêncio...
Culpo-me pelos meus labirintos terem te confundido...
Sento-me no meu tapete de enigmas aguardando uma resposta...
Questiono-me se será necessária uma explicação para que me deixes embalar no teu anoitecer...
Os meus mistérios são os teus abismos...
As minhas mãos são estrelas com fios generosos para segurar-te...
O meu medo é um vôo etéreo...
Deixa que o meu corpo se vista de céu à tua espera...!
Caminho pela casa, como se procurasse a tua sombra em silêncio...
Culpo-me pelos meus labirintos terem te confundido...
Sento-me no meu tapete de enigmas aguardando uma resposta...
Questiono-me se será necessária uma explicação para que me deixes embalar no teu anoitecer...
Os meus mistérios são os teus abismos...
As minhas mãos são estrelas com fios generosos para segurar-te...
O meu medo é um vôo etéreo...
Deixa que o meu corpo se vista de céu à tua espera...!
Pesadelo Iminente...
Sonhei que deixara de chorar...
Por impulso, julguei que me tinha sido emprestado um novo olhar...
Pelo percurso do sonho, vi alguém que em nada ou quase nada, me despertou a atenção...
Ele aproximou-se e mostrou-me um sombreado de emoções...
Segui o instinto e aproximei-me...
Quis permanecer como cana de pesca aguarda pelo peixe...
Fui curiosa e mordi o isco...
Fechou-me em concha, e ofereceu-me o seu coração como habitat, ao invés de um aquário...
Minuto após minuto, eu era possuída por palavras divinais, olhares e sorrisos sinceros...
Como eu gostava de ficar ali para sempre...
Despreocupada e tendo como garantida a atenção eterna, não deixei a minha essência revelar-se...
De minutos passaram-se horas...
De horas passaram-se dias...
Ele não estava mais ali...
Foi embora sem aviso prévio, mas com sentimentos lançados ao meu consciente...
Sentimentos que sempre ignorei...
Esfreguei os olhos...
Não era um pesadelo...
Era real...!
Por impulso, julguei que me tinha sido emprestado um novo olhar...
Pelo percurso do sonho, vi alguém que em nada ou quase nada, me despertou a atenção...
Ele aproximou-se e mostrou-me um sombreado de emoções...
Segui o instinto e aproximei-me...
Quis permanecer como cana de pesca aguarda pelo peixe...
Fui curiosa e mordi o isco...
Fechou-me em concha, e ofereceu-me o seu coração como habitat, ao invés de um aquário...
Minuto após minuto, eu era possuída por palavras divinais, olhares e sorrisos sinceros...
Como eu gostava de ficar ali para sempre...
Despreocupada e tendo como garantida a atenção eterna, não deixei a minha essência revelar-se...
De minutos passaram-se horas...
De horas passaram-se dias...
Ele não estava mais ali...
Foi embora sem aviso prévio, mas com sentimentos lançados ao meu consciente...
Sentimentos que sempre ignorei...
Esfreguei os olhos...
Não era um pesadelo...
Era real...!
Viajante...
Tal como as batidas do coração garantem vida, o bater das ondas garantem-me tomadas de decisões...
Com o regredir da onda, a minha decisão está tomada, sem a possibilidade de mudar ou alterar a mesma por mim tomada...
Não necessito de suplementos alimentares mas sim de sons inofensivos...
Entrego-me ao mar...
Com ele sigo terras distantes, conheço culturas e incrivelmente conheço sorrisos distintos...
Idiomas desconhecidos, mas que os compreendo através de gestos e olhares...
Abraços absorvem os meus pés...
Olhares falam com as minhas mãos...
Toques lêem o meu inconsciente...
Tribos acompanham-me até ao Pôr do Sol...
Mulheres discordam do meu entender da Lua...
Arco Íris rasgam os céus...
Montanhas formam-se aos meus pés...
Pedras escrevem os meus sonhos...
Emoções rodopiam nos desertos...
Ondas chamam-me...
Está na hora...
Não quero voltar...
Na promessa de ser viajante todos os dias...
Volto com o meu segredo...!
Com o regredir da onda, a minha decisão está tomada, sem a possibilidade de mudar ou alterar a mesma por mim tomada...
Não necessito de suplementos alimentares mas sim de sons inofensivos...
Entrego-me ao mar...
Com ele sigo terras distantes, conheço culturas e incrivelmente conheço sorrisos distintos...
Idiomas desconhecidos, mas que os compreendo através de gestos e olhares...
Abraços absorvem os meus pés...
Olhares falam com as minhas mãos...
Toques lêem o meu inconsciente...
Tribos acompanham-me até ao Pôr do Sol...
Mulheres discordam do meu entender da Lua...
Arco Íris rasgam os céus...
Montanhas formam-se aos meus pés...
Pedras escrevem os meus sonhos...
Emoções rodopiam nos desertos...
Ondas chamam-me...
Está na hora...
Não quero voltar...
Na promessa de ser viajante todos os dias...
Volto com o meu segredo...!
Festa...
Suores esvoaçam até às nuvens e fazem o céu dançar com o Sol como banquete...
Faz-se noite, a Lua distribui malmequeres com botões de maresia balançando nas conchas submersas...
Rastos brancos descem até aos rochedos, formando assim um coro entoando sons vertiginosos...
A festa começa...
Corpos são distribuídos...
Olhares fulminam...
Sorrisos tocam-se...
Almas são guiadas até onde qualquer um de nós sonha que sejamos guiados...
Nenhum vestígio é deixado...
Fez-se dia...
A festa foi nossa...
Juntos demos cor aos que nos une...!
Faz-se noite, a Lua distribui malmequeres com botões de maresia balançando nas conchas submersas...
Rastos brancos descem até aos rochedos, formando assim um coro entoando sons vertiginosos...
A festa começa...
Corpos são distribuídos...
Olhares fulminam...
Sorrisos tocam-se...
Almas são guiadas até onde qualquer um de nós sonha que sejamos guiados...
Nenhum vestígio é deixado...
Fez-se dia...
A festa foi nossa...
Juntos demos cor aos que nos une...!
Sempre...
Como suportar a dor de uma ausência que perdura?
Como explicar a uma pessoa que ela tornou-se especial na minha vida?
Como flutuar na ânsia do toque que muita falta me faz?
Como definir a dor que me consome?
Como fazer os meus devaneios voarem até ao teu encontro?
Como apagar as lágrimas do meu dicionário carnal?
Não quero mais conversar contigo apenas em pensamento...!
Preciso de ti...
Preciso que me ajudes a segurar na caneta, num momento em que achas que só é valido apenas para quem não ama... SEMPRE...!
Como explicar a uma pessoa que ela tornou-se especial na minha vida?
Como flutuar na ânsia do toque que muita falta me faz?
Como definir a dor que me consome?
Como fazer os meus devaneios voarem até ao teu encontro?
Como apagar as lágrimas do meu dicionário carnal?
Não quero mais conversar contigo apenas em pensamento...!
Preciso de ti...
Preciso que me ajudes a segurar na caneta, num momento em que achas que só é valido apenas para quem não ama... SEMPRE...!
Quero Estar Contigo...
Contigo:
Quero caminhar por terras que nunca toquei...
Quero partilhar a turbulência das palavras...
Quero degustar um cálice de sossego...
Quero tombar pela manhã no esquecimento de uma lareira...
Quero esbarrar no teu indicador...
Quero abandonar-me no teu destino...
Quero horas excessivas ao frio...
Quero momentos longínquos...
Quero desmaiar nos teus olhos...
Quero desfilar em ti...
Quero coar as árvores das terras por nós pisadas...
Quero oscilar entre colinas de desejo...
Quero lucidez nos lençóis mordidos...
Quero desprezo pelo desassossego...
Quero perfumar o teu espírito...
Quero cicatrizes nos meus pés até que entendas que quero estar contigo...!
Quero caminhar por terras que nunca toquei...
Quero partilhar a turbulência das palavras...
Quero degustar um cálice de sossego...
Quero tombar pela manhã no esquecimento de uma lareira...
Quero esbarrar no teu indicador...
Quero abandonar-me no teu destino...
Quero horas excessivas ao frio...
Quero momentos longínquos...
Quero desmaiar nos teus olhos...
Quero desfilar em ti...
Quero coar as árvores das terras por nós pisadas...
Quero oscilar entre colinas de desejo...
Quero lucidez nos lençóis mordidos...
Quero desprezo pelo desassossego...
Quero perfumar o teu espírito...
Quero cicatrizes nos meus pés até que entendas que quero estar contigo...!
Presenças Invisíveis...
Olhares descoloridos aguardam romances desmedidos sem hora de prazer marcado...
Não esperam ilusões, mas sim fantasias em palmas de mãos...
Desafiam veias em estados subcrónicos, alimentadas pelo sangue de amantes sem sopeiras lhes aguardando sob janelas degradadas...
Presenças invisíveis e escuras salpicam os orvalhos da calçada...
Calçadas em espelho sem número, capazes de quebrar silêncios recônditos nas caves...
Mumúrios atados a fantasias levadas pelos esgotos...
Esta é a visibilidade dos que desejam quebrar o espelho, mas que mantêem-se em sociedade anónima...!
Não esperam ilusões, mas sim fantasias em palmas de mãos...
Desafiam veias em estados subcrónicos, alimentadas pelo sangue de amantes sem sopeiras lhes aguardando sob janelas degradadas...
Presenças invisíveis e escuras salpicam os orvalhos da calçada...
Calçadas em espelho sem número, capazes de quebrar silêncios recônditos nas caves...
Mumúrios atados a fantasias levadas pelos esgotos...
Esta é a visibilidade dos que desejam quebrar o espelho, mas que mantêem-se em sociedade anónima...!
sábado, 7 de maio de 2011
Alma Minha...
Asas soltam-se do meu peito fogoso,ardente, queimado e teimoso...
Os anjos aclamam suspiros inefáveis...
Os deuses audazes, em segredo, lutam pela minha beleza indômita...
Elevo-me em lagoas afundadas por palavras, desejos, promessas, sombras, ameaças e escolhas...
A aragem permite-me soprar os acentos mentirosos...
Temo não ser livre de dialogar com os meus devaneios...
Apenas eles entendem e elogiam o meu grito de alma...
Alma ressuscitada ao alvor da aurora...
Alma insonte...
Alma minha...!
Os anjos aclamam suspiros inefáveis...
Os deuses audazes, em segredo, lutam pela minha beleza indômita...
Elevo-me em lagoas afundadas por palavras, desejos, promessas, sombras, ameaças e escolhas...
A aragem permite-me soprar os acentos mentirosos...
Temo não ser livre de dialogar com os meus devaneios...
Apenas eles entendem e elogiam o meu grito de alma...
Alma ressuscitada ao alvor da aurora...
Alma insonte...
Alma minha...!
Noites Perpétuas...
Á noite, ouço vozes perpétuas, escondidas e assassinas, esculpidas nas paredes do meu quarto...
Tentam dizer-me algo...
Reticente, encosto o ouvido e ouço um grito oco...
Procuro outra parede, e ouço murmúrios melancólicos...
Não quero ouvi-los...
Fechada entre vozes e murmúrios, perco-me...
Quero fugir...
A porta está trancada à chave...
Não a encontro...
Em estado de desespero, sento-me no chão gelado e mórbido...
Entro em transe com as vozes que se soltam que não quero mais escutar...
Grito, ninguém me ouve...
Cada vez mais inquieta, sem saber o que fazer, grito cada vez mais alto...
Choro,tapo os ouvidos...
Toco-me, o corpo está gelado...
Pressinto a morte do meu corpo que perturba profundamente o meu Espírito...
Alguém vagueia pelo meu quarto...
Não estou sozinha...
Levanto-me, ouço de novo uma voz, imagino quem será...
Crio uma história...
Será esta presença imaginação minha?
Procuro no lugar errado, do lado errado...
Sou embalada por uma história de uma fada em especial, que um dia foi perseguida nas trevas da noite solitária...
Acordo...
Mais uma vez, termino sem noção, sem coração, sem direcção, sem nada...!
Tentam dizer-me algo...
Reticente, encosto o ouvido e ouço um grito oco...
Procuro outra parede, e ouço murmúrios melancólicos...
Não quero ouvi-los...
Fechada entre vozes e murmúrios, perco-me...
Quero fugir...
A porta está trancada à chave...
Não a encontro...
Em estado de desespero, sento-me no chão gelado e mórbido...
Entro em transe com as vozes que se soltam que não quero mais escutar...
Grito, ninguém me ouve...
Cada vez mais inquieta, sem saber o que fazer, grito cada vez mais alto...
Choro,tapo os ouvidos...
Toco-me, o corpo está gelado...
Pressinto a morte do meu corpo que perturba profundamente o meu Espírito...
Alguém vagueia pelo meu quarto...
Não estou sozinha...
Levanto-me, ouço de novo uma voz, imagino quem será...
Crio uma história...
Será esta presença imaginação minha?
Procuro no lugar errado, do lado errado...
Sou embalada por uma história de uma fada em especial, que um dia foi perseguida nas trevas da noite solitária...
Acordo...
Mais uma vez, termino sem noção, sem coração, sem direcção, sem nada...!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Fascina-me...
Fascina-me:
A forma como me olhas, como se estivesses fechado numa lamparina mágica...
A forma como me tocas, como se estivesses tocando em algo muito valioso que não pode ser quebrado...
A forma como me falas, como se respirasses sentimentos de histórias encantadas...
A forma como me sorris, como se estivesses viajando sem bilhete de regresso...
A forma como me cheiras, como se estivesses inalando a fragrância mais cara do Mundo...
A forma como me beijas, como se estivesses degustando a tua fruta de época predilecta...
Fascina-me a forma como ficas longe de ti para ficares perto de mim...!
A forma como me olhas, como se estivesses fechado numa lamparina mágica...
A forma como me tocas, como se estivesses tocando em algo muito valioso que não pode ser quebrado...
A forma como me falas, como se respirasses sentimentos de histórias encantadas...
A forma como me sorris, como se estivesses viajando sem bilhete de regresso...
A forma como me cheiras, como se estivesses inalando a fragrância mais cara do Mundo...
A forma como me beijas, como se estivesses degustando a tua fruta de época predilecta...
Fascina-me a forma como ficas longe de ti para ficares perto de mim...!
Antídoto...
Odores machucados pelos óbitos das ausências sentimentais, percorrem o infinito instinto de te encontrar...
Em vão, perdi-te durante o percurso da minha liberdade celestial...
Longínquo, está o meu coração em busca da intermitente cumplicidade que um dia vivemos...
Procuro o antídoto para a minha perpétua consciência...!
Em vão, perdi-te durante o percurso da minha liberdade celestial...
Longínquo, está o meu coração em busca da intermitente cumplicidade que um dia vivemos...
Procuro o antídoto para a minha perpétua consciência...!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Etapas...
Quantos passos são necessários para atingir a plenitude dos pecados de sobrevivência?
Sem distância audaz às etapas da maratona, estou lesionada em todos os acordes do meu Ser...
Volto atrás?
Sigo em frente?
Ou...
Paro?
Enquanto corres, detenho-me imóvel vasculhando os pecados...
Não serei capaz de atingir a meta...
Não sigo...
Quero manter-me aqui para sempre...
Não permitas que mais ninguém me magoe...
Corre...
Volta apenas quando achares que o meu casulo está impróprio para me absorveres em vida e morte...!
Sem distância audaz às etapas da maratona, estou lesionada em todos os acordes do meu Ser...
Volto atrás?
Sigo em frente?
Ou...
Paro?
Enquanto corres, detenho-me imóvel vasculhando os pecados...
Não serei capaz de atingir a meta...
Não sigo...
Quero manter-me aqui para sempre...
Não permitas que mais ninguém me magoe...
Corre...
Volta apenas quando achares que o meu casulo está impróprio para me absorveres em vida e morte...!
Tu e Eu... Eu e Tu...
Se soubesses o quanto eu estou feliz, atirarias todas as tuas dúvidas ao mar...
Juntos, bolas de espuma dançariam sobre o nosso beijo e levariam pelo mar dentro, as memórias das nossas promessas, suspiros e gargalhadas de prazer...
A areia tornar-se-ia movediça, e esculpiria os nossos corpos...
As estrelas cadentes deixariam cair todos os desejos que temos de estar um com o outro...
A Lua ofereceria noite a todos os pólos, e fogueiras se acenderiam para os nossos corações aquecer...
As nuvens levar-nos-iam tal como almofada, até ao alto dos céus, para vislumbramos um jamais presenciado nascer do sol...
Aguardo-te...!
Juntos, bolas de espuma dançariam sobre o nosso beijo e levariam pelo mar dentro, as memórias das nossas promessas, suspiros e gargalhadas de prazer...
A areia tornar-se-ia movediça, e esculpiria os nossos corpos...
As estrelas cadentes deixariam cair todos os desejos que temos de estar um com o outro...
A Lua ofereceria noite a todos os pólos, e fogueiras se acenderiam para os nossos corações aquecer...
As nuvens levar-nos-iam tal como almofada, até ao alto dos céus, para vislumbramos um jamais presenciado nascer do sol...
Aguardo-te...!
domingo, 1 de maio de 2011
Vazios Navegantes...
Corpos perdidos por entre as correntes submersas na agonia do Ser…
Reencontrados perdidos e sem alento, por confins majestosos…
Vazios navegantes em virtude dos que mal querem…
Olhares moribundos em busca do pleno silêncio…
Escuros sombreados jamais falados…
Afáveis suores de quem um dia tentou ser vigiado pelo destino…!
Reencontrados perdidos e sem alento, por confins majestosos…
Vazios navegantes em virtude dos que mal querem…
Olhares moribundos em busca do pleno silêncio…
Escuros sombreados jamais falados…
Afáveis suores de quem um dia tentou ser vigiado pelo destino…!
Soluços de Lucidez...
Caminhei sem rumo, sem relógio, sem pensamento. Fiz-me à estrada, procurando o desconhecido…
Sentei-me num penhasco, com caneta e papel apenas…
Quis escrever algo à Lua...
Pretendia que esta me invocasse a submergir na plateia de cores, que à minha frente avistava...
Mudei de ideias e quis rasurar na própria Lua…
Ela sorriu-me…
Repentinamente fez-se Lua fora de data...
Deixou-me á vontade para colori-la e rasurá-la conforme o meu indicador assim pretendesse…
Imaginei algo excêntrico, mas logo apercebi-me que algo simples, requer simplicidade…
Com os rasgos alaranjados e avermelhados visíveis sob a barra do Oceano, o meu olhar pincelou um tom acastanhado no que eu considero ser um fenómeno planetário…
Posteriormente, o meu coração entrou em explosão comigo mesma, e lancei labaredas vermelhas…
A Lua soltou uma lágrima…
Como um acto de magia, surpreendi-me pela leveza do meu corpo…
Já não estava aconchegada no penhasco, mas sim sobrevoava os céus desesperados por um acolher de sobriedade…
As minhas vestimentas brancas, soltaram-se do meu corpo e limparam a lágrima da Lua…
Estonteada tornei-me em asas puras e cintilantes...
Sentei-me na mão da Lua, e pedi para não deitar mais nenhuma lágrima…
Apesar da minha nudez, o meu corpo ardia como fogo..
Fiquei embriagada pela beleza pormenorizada daquela que nos ilumina todas as noites…
Leve como uma pena, amanheci junto ao penhasco, a minha pele era brilhante, os meus olhos irradiavam nobreza, e o sorriso transbordava soluços de lucidez…!
Sentei-me num penhasco, com caneta e papel apenas…
Quis escrever algo à Lua...
Pretendia que esta me invocasse a submergir na plateia de cores, que à minha frente avistava...
Mudei de ideias e quis rasurar na própria Lua…
Ela sorriu-me…
Repentinamente fez-se Lua fora de data...
Deixou-me á vontade para colori-la e rasurá-la conforme o meu indicador assim pretendesse…
Imaginei algo excêntrico, mas logo apercebi-me que algo simples, requer simplicidade…
Com os rasgos alaranjados e avermelhados visíveis sob a barra do Oceano, o meu olhar pincelou um tom acastanhado no que eu considero ser um fenómeno planetário…
Posteriormente, o meu coração entrou em explosão comigo mesma, e lancei labaredas vermelhas…
A Lua soltou uma lágrima…
Como um acto de magia, surpreendi-me pela leveza do meu corpo…
Já não estava aconchegada no penhasco, mas sim sobrevoava os céus desesperados por um acolher de sobriedade…
As minhas vestimentas brancas, soltaram-se do meu corpo e limparam a lágrima da Lua…
Estonteada tornei-me em asas puras e cintilantes...
Sentei-me na mão da Lua, e pedi para não deitar mais nenhuma lágrima…
Apesar da minha nudez, o meu corpo ardia como fogo..
Fiquei embriagada pela beleza pormenorizada daquela que nos ilumina todas as noites…
Leve como uma pena, amanheci junto ao penhasco, a minha pele era brilhante, os meus olhos irradiavam nobreza, e o sorriso transbordava soluços de lucidez…!
Mundo de Fadas...
Mais que um anoitecer, já é bem tarde...
Noite sóbria, tal como a minha alma...
Sedenta por um acordar com o assobio do pássaro e da sua leve pena, pousando sob o meu pensamento inquietante e misterioso...
Guio-me ao refúgio dos sobreviventes, encantados ou desencantados com o meu sublime mistério...
Aguardo por um abrir de porta vagaroso, com alcance ao parapeito da janela, e entrar num Mundo de Fadas...!
Se Um Dia Voltares...
Se um dia voltares...abre a porta de mansinho...
Já faz tempo que não te vejo, não sei o que sinto...
Será que ainda te amo?
Será ilusão apenas ou vontade de te ter??
Gostava de poder ter a certeza do que sinto...
Preciso seguir em frente, deixar os fantasmas do outro lado da porta...
Melhor não abrires a porta, bate primeiro...
Posso já ter-te esquecido, precisas de saber primeiro se és bem-vindo ou não...!
Já faz tempo que não te vejo, não sei o que sinto...
Será que ainda te amo?
Será ilusão apenas ou vontade de te ter??
Gostava de poder ter a certeza do que sinto...
Preciso seguir em frente, deixar os fantasmas do outro lado da porta...
Melhor não abrires a porta, bate primeiro...
Posso já ter-te esquecido, precisas de saber primeiro se és bem-vindo ou não...!
Hoje Sou...
Hoje sou criança porque:
Volto a sonhar depois de tanto tempo...
Vivo sem me preocupar...
Relembro as alegrias...
Reencontrei o palhaço, meu velho amigo...
Comi gelado antes do almoço...
Sei amar sem preconceitos...
Não sei negar sentimentos...
Esqueci o meu príncipe encantado...
Aprendi a sorrir de verdade!
Volto a sonhar depois de tanto tempo...
Vivo sem me preocupar...
Relembro as alegrias...
Reencontrei o palhaço, meu velho amigo...
Comi gelado antes do almoço...
Sei amar sem preconceitos...
Não sei negar sentimentos...
Esqueci o meu príncipe encantado...
Aprendi a sorrir de verdade!
Sou...
Sou feita de fases como a lua...
Hoje sou menina, querendo brincar e amanhã sou mulher com vontade de amar…
Hoje sou responsabilidade, amanhã sou bagunça...
Hoje não temo nada, amanhã tenho medo de viver...
Hoje sorrio, amanhã choro...
Hoje sou desejada, amanhã sou descartada...
Hoje sou pião, amanhã sou estátua...
Hoje sou eu, amanhã serei a Cátia...
As minhas fases tornam-me no que sou...
Hoje sou menina, querendo brincar e amanhã sou mulher com vontade de amar…
Hoje sou responsabilidade, amanhã sou bagunça...
Hoje não temo nada, amanhã tenho medo de viver...
Hoje sorrio, amanhã choro...
Hoje sou desejada, amanhã sou descartada...
Hoje sou pião, amanhã sou estátua...
Hoje sou eu, amanhã serei a Cátia...
As minhas fases tornam-me no que sou...
Resposta...
A vida continua...e eu tenho que a acompanhar...
Um dia a rir...
Um dia a chorar...
Quantas vezes dou por mim a pensar...
Porque o que mais quero não acontece?
O que mais desejo não tenho?
Onde está o passado que não volta?
Onde está a chave do meu sonho?
E nem ontem, hoje ou amanhã terei resposta às minhas questões...!
Um dia a rir...
Um dia a chorar...
Quantas vezes dou por mim a pensar...
Porque o que mais quero não acontece?
O que mais desejo não tenho?
Onde está o passado que não volta?
Onde está a chave do meu sonho?
E nem ontem, hoje ou amanhã terei resposta às minhas questões...!
Não Sei...
Sinto-me a caminhar sobre vidros partidos...
Não sei quando me vais fazer sorrir…
Ou...
Quando me vais fazer chorar...
Elevas-me…
Derrubas-me…
Queres-me…
Afastas-me...
E fico sem saber o que realmente está na tua mente…!
Não sei quando me vais fazer sorrir…
Ou...
Quando me vais fazer chorar...
Elevas-me…
Derrubas-me…
Queres-me…
Afastas-me...
E fico sem saber o que realmente está na tua mente…!
Sentimentos Ocultos...
Deparo-me com um pensamento completamente vazio...
Não sei se o que sinto é bom ou mau...
Aliás, nem consigo decifrar o que são pensamentos...
Apenas sei que consigo caminhar, cheirar e observar...
Mas, o que observo eu?
Mentes calculistas, frias, chocantes?
Ou será que observo mentes na ribalta de pensamentos alegremente contagiantes?
Não sei se o que sinto é bom ou mau...
Aliás, nem consigo decifrar o que são pensamentos...
Apenas sei que consigo caminhar, cheirar e observar...
Mas, o que observo eu?
Mentes calculistas, frias, chocantes?
Ou será que observo mentes na ribalta de pensamentos alegremente contagiantes?
Cansada...
Cansada de tudo e de nada...
Cansada de sorrir quando sinto uma enorme vontade de chorar...
Cansada de fingir sentir o que não sinto...
Cansada de ouvir e nunca ser ouvida...
Cansada de dizer palavras sinceras, tão sinceras que mesmo assim, são duvidadas, não acreditadas ou simplesmente jogadas no lixo...
Cansada por ter que entender todos...
Cansada de perdoar centenas de vezes...
Cansada de tudo e de nada…!
Cansada de sorrir quando sinto uma enorme vontade de chorar...
Cansada de fingir sentir o que não sinto...
Cansada de ouvir e nunca ser ouvida...
Cansada de dizer palavras sinceras, tão sinceras que mesmo assim, são duvidadas, não acreditadas ou simplesmente jogadas no lixo...
Cansada por ter que entender todos...
Cansada de perdoar centenas de vezes...
Cansada de tudo e de nada…!
Devaneios...
Sóbria com a minha sobriedade...
Ofuscada com o meu bocejar e pestanejar...
Alucinada com os meus pensamentos e devaneios...
Cúmplice de uma meta traçada e cumprida...
Rebelde com o meu sentimento...!
Ofuscada com o meu bocejar e pestanejar...
Alucinada com os meus pensamentos e devaneios...
Cúmplice de uma meta traçada e cumprida...
Rebelde com o meu sentimento...!
Desejos...
A estrelinha cadente, sempre cheia de pressa, viu-me e estranhou por eu ser a única pessoa venerando o céu a esta hora...
Não hesitou, desceu e pousou sob a minha mão. Limpou-me a lágrima que corria pelo rosto assustado, e ao invés de ser eu a pedir um desejo, esta pediu um desejo por mim...
Prometeu contá-lo ao Sol e à Lua, garantiu visitar-me amanhã, e oferecer-me um sorriso brilhante, quente como o do Sol e luminoso como o da Lua...!
Não hesitou, desceu e pousou sob a minha mão. Limpou-me a lágrima que corria pelo rosto assustado, e ao invés de ser eu a pedir um desejo, esta pediu um desejo por mim...
Prometeu contá-lo ao Sol e à Lua, garantiu visitar-me amanhã, e oferecer-me um sorriso brilhante, quente como o do Sol e luminoso como o da Lua...!
Para ti...
Quero correr, saltar e pular na praia...
Quero molhar os pés, mergulhar, tocar nas estrelas e partilha-las com o teu sublime e contagiante sorriso...
Quero agasalhar-me junto à fogueira, e sonhar com as notas musicais vindas da viola...
Quero saboreá-las e brinda-las com um cálice de vinho...
Quero viver...!
Desperta-me...
Tocou o despertador...
Estava sonhando...
Não me recordo do sonho...
Mas espreguiçei-me como nunca...
Mas, tenho uma melodia insistindo na cabeça...
Fantástica, mas não consigo decifrá-la...
Será que importa decifrá-la?
Quero apenas acordar com a mesma todos os dias!
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