sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Insónia

Tudo é silêncio, tudo é deserto, como se uma praga tivesse acabado de passar...!

Acordo os fantasmas...

As janelas suam através de todas as suas veias e artérias.

Os sonhos que não me visitam tossem e pulsam cá para fora como se fossem têmporas febris.

O veneno das insónias deveria ser geométrico e repartido...

Polvilho o meu cansaço com infusões lacrimejadas...

Mastigo a melancolia...

Crio um altar nos meus lençóis , ajoelho-me à minha sanidade e rezo para que uma úlcera de sono me faça fechar os olhos e esquecer que um dia eu sonhei ficar acordada...!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Droga de Corpo

Senti o meu corpo leve, como se estivesse flutuando nos vapores de uma droga...

Desprendi-me na minha própria refulgência e quis possuir a alma e o espírito de outrem!


Deixei todas as minhas facetas se reflectirem e dei alimento ao ser esfomeado...


Tentei desesperadamente enviar uma mensagem através do vazio, mas, ninguém entendeu as palavras encantatórias que provinham do meu livro embrionário!


Sufoquei-me com a beleza fantasmagórica da minha alma e embriagada fiquei pelos esplendores desvanecidos desta minha fantasmagórica viagem...


Não podia voltar...


Muito menos partir...


Fiquei revendo a procissão de imagens hipnóticas que passavam como sentinelas fantasma em posto, ao longo da fronteira ténue do sono...