sábado, 13 de agosto de 2011

Até Já

Abraçada ao puzzle do meu espírito, segurei na minha caixinha de aguarelas e soluçei diversas cores a Leste do meu umbigo.

Abri a caixinha, voei e sonhei...

Insisti no marron das minhas correntes solidárias.

Calçei as ondas e ardi contra a maré.

Dançei na minha palma da mão.

Rumei lágrimas aos soluços dos rochedos.

Bebi rancores e engasguei-me com ternuras ausentes.

Atirei o ódio até ao tambor do cardume.

Atenuei a minha repugnância perante o vazio mirabolante.

Mergulhei no suspiro e trepei a onda apaziguada.

Perdi-me na minha transpiração.

Recolhi-me em olhares encarnados de fome abstracta.

Fechei a caixinha...

Até já!

Sem comentários:

Enviar um comentário