Abraçada ao puzzle do meu espírito, segurei na minha caixinha de aguarelas e soluçei diversas cores a Leste do meu umbigo.
Abri a caixinha, voei e sonhei...
Insisti no marron das minhas correntes solidárias.
Calçei as ondas e ardi contra a maré.
Dançei na minha palma da mão.
Rumei lágrimas aos soluços dos rochedos.
Bebi rancores e engasguei-me com ternuras ausentes.
Atirei o ódio até ao tambor do cardume.
Atenuei a minha repugnância perante o vazio mirabolante.
Mergulhei no suspiro e trepei a onda apaziguada.
Perdi-me na minha transpiração.
Recolhi-me em olhares encarnados de fome abstracta.
Fechei a caixinha...
Até já!
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