Senti o meu corpo leve, como se estivesse flutuando nos vapores de uma droga...
Desprendi-me na minha própria refulgência e quis possuir a alma e o espírito de outrem!
Deixei todas as minhas facetas se reflectirem e dei alimento ao ser esfomeado...
Tentei desesperadamente enviar uma mensagem através do vazio, mas, ninguém entendeu as palavras encantatórias que provinham do meu livro embrionário!
Sufoquei-me com a beleza fantasmagórica da minha alma e embriagada fiquei pelos esplendores desvanecidos desta minha fantasmagórica viagem...
Não podia voltar...
Muito menos partir...
Fiquei revendo a procissão de imagens hipnóticas que passavam como sentinelas fantasma em posto, ao longo da fronteira ténue do sono...
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