Tudo é silêncio, tudo é deserto, como se uma praga tivesse acabado de passar...!
Acordo os fantasmas...
As janelas suam através de todas as suas veias e artérias.
Os sonhos que não me visitam tossem e pulsam cá para fora como se fossem têmporas febris.
O veneno das insónias deveria ser geométrico e repartido...
Polvilho o meu cansaço com infusões lacrimejadas...
Mastigo a melancolia...
Crio um altar nos meus lençóis , ajoelho-me à minha sanidade e rezo para que uma úlcera de sono me faça fechar os olhos e esquecer que um dia eu sonhei ficar acordada...!
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