sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Insónia

Tudo é silêncio, tudo é deserto, como se uma praga tivesse acabado de passar...!

Acordo os fantasmas...

As janelas suam através de todas as suas veias e artérias.

Os sonhos que não me visitam tossem e pulsam cá para fora como se fossem têmporas febris.

O veneno das insónias deveria ser geométrico e repartido...

Polvilho o meu cansaço com infusões lacrimejadas...

Mastigo a melancolia...

Crio um altar nos meus lençóis , ajoelho-me à minha sanidade e rezo para que uma úlcera de sono me faça fechar os olhos e esquecer que um dia eu sonhei ficar acordada...!

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