Num acto inconsciente, observei-te...
Esfoliei o teu rosto com o meu olhar.
Desci mais uns centímetros e invoquei-te à minha língua gesticulada pela fome carnal.
Sorriste...
Não cedeste...
O meu olfacto percorreu o teu olhar perfumado de prazer.
Simulaste uma desconcentração ávida.
Surpreendi-te com a minha infusão bucal.
Recuaste e consentiste...
Os teus medos petrificaram a minha ausência sensual.
Escrevi no fumo do teu cigarro as vogais do teu nome.
Tocaste na minha nuca.
Com o mútuo olhar brincamos à esfoliação do acto!
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