sábado, 11 de junho de 2011

Hetero

As Múmias inflamadas pela nostalgia de viver, embatem na frontalidade de quem anseia por um minuto de vida orgásmica.

Os galhos cerebrais emitem ressonâncias em coma.

Os olhares desviados fundem-se com as velocidades colhidas pelo animal fecundado.

Os bocejares simplórios arrastam a intimidade nua.

As inspirações alastram-se pelos mosaicos prazerosos.

Os canos virgens entopem a masculinidade efémera.

O desejo caminha de mão dada com a imaculada múmia que nada procura a não ser a feminilidade!

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