Asas soltam-se do meu peito fogoso,ardente, queimado e teimoso...
Os anjos aclamam suspiros inefáveis...
Os deuses audazes, em segredo, lutam pela minha beleza indômita...
Elevo-me em lagoas afundadas por palavras, desejos, promessas, sombras, ameaças e escolhas...
A aragem permite-me soprar os acentos mentirosos...
Temo não ser livre de dialogar com os meus devaneios...
Apenas eles entendem e elogiam o meu grito de alma...
Alma ressuscitada ao alvor da aurora...
Alma insonte...
Alma minha...!
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