sábado, 7 de maio de 2011

Alma Minha...

Asas soltam-se do meu peito fogoso,ardente, queimado e teimoso...

Os anjos aclamam suspiros inefáveis...

Os deuses audazes, em segredo, lutam pela minha beleza indômita...

Elevo-me em lagoas afundadas por palavras, desejos, promessas, sombras, ameaças e escolhas...

A aragem permite-me soprar os acentos mentirosos...

Temo não ser livre de dialogar com os meus devaneios...

Apenas eles entendem e elogiam o meu grito de alma...

Alma ressuscitada ao alvor da aurora...

Alma insonte...

Alma minha...!

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