Aniquilas-me com os teus dedos fumegantes como cavalos suados num campo de neve...
De uma vida de desespero silencioso, anestesiaste-me para uma vida com tornozelos que dançam como uma safira em pó...
Para trás ficaram sonhos abafados, desejos e pesares alheios ao corpo que não mais me serve...
Alcançaste-me para sempre...
Em vácuo, já nada é coca ou láudano...
Com o teu olhar tranquilizante, corre-me fogo pelas veias como se eu estivesse numa cerimónia ancestral em que apenas a tua boca é a única capaz de corrompê-la...
Soltaste-me as amarras e percorreste todos os meus centímetros de privacidade...
Mantém-me nas tuas passagens labirinticas...
Isola as amarras...
Prende-me...
Unifiquemo-nos...!
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